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Pará de Minas e Região


Pará de Minas e Região - 05/02/2014    Comentar   Facebook
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Audiência Pública sobre o abastecimento de água em Pará de Minas será hoje

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Tudo pronto para a audiência pública desta noite na Câmara de Pará de Minas. Proposta pelo vereador Antônio Villaça, ela vai ampliar as discussões sobre o grave problema da falta d’água no município e a renovação do contrato com a Copasa. 

O vereador defende a municipalização dos serviços, embora a prefeitura já tenha afirmado que não tem estrutura para tal. Na audiência, que vai começar às sete da noite, terão direito a se manifestar autoridades e populares. Já se sabe que os ânimos deverão ficar exaltados, diante da insatisfação dos consumidores com a Copasa e, principalmente, com o aumento de 50 para 90% da tarifa de esgoto. 

E a insatisfação popular vai aumentar a partir de agora, quando entra em vigor o novo racionamento de água em Pará de Minas. O gerente de operações, José Gomes Ferreira, informa que o revezamento na distribuição se deve a ausência das chuvas. 

A Copasa não sabe dizer quanto tempo vai durar esse novo racionamento, mas pelo visto pode se estender ao longo do mês. Tudo vai depender das chuvas. A falta d´água também está complicada no interior de São Paulo. Por causa da seca atípica, várias cidades já adotam medidas de racionamento e restrição do uso da água. 

Em Campinas, por exemplo, a prefeitura antecipou o período em que é proibido usar água para lavar calçadas, sob pena de multa. Pelo decreto, de agora até agosto, quem for flagrado usando água para limpeza de calçamentos e passeios públicos, residenciais e comerciais será advertido e depois multado. Somente os casos de necessidade extrema, como uso de água para construção de imóvel, realização de reformas e construção de calçamento estão liberados. Já na cidade de Valinhos o racionamento começou na segunda-feira. 

O Departamento de Água e Esgoto está cortando o fornecimento  em determinados períodos em bairros onde não falta água, para fazer reserva e conseguir manter o abastecimento nas áreas mais elevadas do município. No município de Amparo, a prefeitura registrou a mortandade de peixes, principalmente os cascudos, no Rio Camanducaia, que atravessa o centro da cidade. 

O motivo é a baixa vazão do manancial. Os problemas nessas cidades são decorrentes do pior cenário vivido no setor de abastecimento na Grande São Paulo e interior no mês de janeiro. As represas do sistema estão com seu mais baixo nível desde que foram construídas, em 1974. A capacidade está em apenas 21,2%. 

A  Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sabesp,  anunciou o desconto de 30% na conta de quem economizar água. O objetivo é incentivar a queda no consumo por causa da falta de chuva, que reduziu o nível das represas do sistema Cantareira. 

O desconto vale apenas para os consumidores abastecidos por esse sistema. Falando ainda nos racionamentos, para se livrar deles muita gente tem estocado água em casa. Só que esse armazenamento está gerando muita dor de cabeça para a Vigilância Sanitária, aumentando os focos de dengue. 

Os agentes estão comprovando que os consumidores guardam água de maneira errada, provocando o surgimento de larvas. Segundo dados da Secretaria de Saúde de Pará de Minas, neste ano foram notificados três casos suspeitos. O laudo da Funed mostrou que um deu positivo, outro negativo e o terceiro continua à espera do resultado.