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Atualidade - 28/05/2015    Comentar   Facebook
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Família de piloto viaja à Venezuela em busca de notícias sobre avião abatido

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A família de um dos amazonenses que estariam no avião brasileiro abatido na Venezuela viajou ao país em busca de notícias sobre o caso. João Marcos Silva, tio de Klender Hideo, de 24 anos, informou que o pai do jovem - que vive em Manaus - viajou nesta quinta-feira (28) para Caracas. O avião teria sido abatido no domingo (24). Segundo João Marcos, Klender é piloto. No entanto, não há confirmação se ele conduzia a aeronave abatida.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a aeronave modelo EMB-820C foi abatida quando sobrevoava a cidade de Puerto Ayacucho, na Venezuela. Restos mortais, drogas e documentos de dois jovens foram encontrados junto aos destroços da aeronave. Com base na documentação encontrada, autoridades daquele país afirmam que o piloto seria Klender e o outro ocupante seria Fernando Cesar Silva Da Graca, de 19. Ambos são de nacionalidade brasileira.

Em Manaus, familiares das supostas vítimas aguardam por notícias. "O documento e a bolsa [encontrados] são dele [Klender]. Não temos a certeza de que ele morreu porque alguns sites venezuelanos dizem que o corpo não foi encontrado, outros veículos [de comunicação] dizem que o corpo dele foi carbonizado. Também disseram que o documento foi encontrado no bolso dele, mas como o documento não está queimado se o corpo foi carbonizado? A droga também estava intacta. Dizem que morreram, mas não mostraram os corpos. A gente está com esperança, acreditando em um milagre", disse Marcos.


Documentos de piloto foram encontrados entre destroços de avião (Foto: Reprodução)

Sem notícias do filho, a mãe de Klender está debilitada, segundo o tio. "A família quer ver o corpo dele. A mãe dele está muito mal, não quer comer. Ontem [quarta-feira], ela teve alucinações. Está difícil", diz o tio da suposta vítima.

Familiares do outro ocupante do avião também buscam informações. Cleiton Castro, irmão de Fernando, diz que a família está mobilizada para obter informações oficiais sobre o caso. Segundo ele, o Consulado da Venezuela ajudou a família a fazer contato com o Consulado brasileiro em Caracas.

"As informações do Itamaraty e dos dois consulados são iguais. Eles informaram que os corpos estão em um hospital de Valência, mas não confirmaram que é o meu irmão. Pediram para que eu vá até lá para fazer o reconhecimento porque, pelo que disseram, eles estão carbonizados", informou.

Entenda o caso

Um avião que teria saído do Brasil foi abatido na Venezuela no último fim de semana e causado a morte de dois brasileiros. Conforme portais de notícias venezuelanos, foram encontrados mais de 600 pacotes de cocaína no local em que a aeronave teria caído.  Segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Caracas foi informada do ocorrido pelo Escritório Nacional Antidrogas (ONA), responsável pelo abatimento da aeronave.

Uma publicação do Ministério do Poder Popular para Relações Interiores, Justiça e Paz da Venezuela (MPPRIJP) aponta que o Comando de Defesa Aeroespacial Integral detectou a aeronave voando ilegalmente e, em seguida, teria deslocado aviões de caça para abordar o avião supostamente conduzido pelos amazonenses.

De acordo com o Ministério venezuelano, os tripulantes não responderam às tentativas de comunicação feitas pelas Forças Armadas, o que levou ao abate. A aeronave estava com falso registro venezuelano, informou o governo.


Site do Ministério do Poder Popular para Relações Interiores, Justiça e Paz da Venezuela (MPPRIJP) publicou foto de avião abatido que teria brasileiros a bordo (Foto: Reprodução)

G1